Monday, March 12, 2007

Don't Kill Me Tonight

When I’m on the loose
It is you who’s shining through and through again
Whenever the rain comes down, the sun turns gray
When I needed you, you were always there
When it comes to you, really nothing can compare
You feel what I feel, know what I know
Even through the darkest night
You’ll see what I see
There’s a reason to believe in you and me
I would die if you left me Drowning in sorrow
Baby don’t kill me tonight
Would you hold on to me, girl?
And love me tomorrow
When I’m feeling blue
It is you who’s reaching out for me again
Whenever I need your wings to fly away
You feel what I feel, hear what I hear
Even through the darkest night
You’ll sleep when I sleep
There’s a reason to believe in faith cause
Heaven sent me you
I would die if you left me
Drowning in sorrow
Baby don’t kill me tonight
Would you hold on to me, girl?
And love me tomorrow
Love me tomorrow again
So if you need me, I will be near
Another thousand miles, I will be there
I will hear you, I will see through
Even through the darkness I’ll be true
I would die if you left me
Drowning in sorrow ~
Baby don’t kill me tonight
And so I wrote you these words down
For you to remember
For you to remember why
I love you
Di-rect

Corcovado

Um cantinho, um violão
Este amor, uma canção
Pra fazer feliz
A quem se ama
Muita calma pra pensar
E ter tempo pra sonhar
Da janela vê-se o Corcovado
O Redentor
Que lindo!
Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
E eu que era triste
Descrente desse mundo
Ao encontrar você
Eu conheci
O que é felicidade
Meu amor
Antonio Carlos Jobim

Sunday, March 11, 2007

Pensar/Sentir

Basta pensar em sentir para sentir em pensar.
Fernando Pessoa

Saturday, March 3, 2007

Leva-me contigo

Olho para tudo e tudo me faz chorar
Deixas-me mudo já não posso mais falar
Sei que estás confusa mas isso é normal
Para mim és uma musa, alguém muito especial
Já não te vejo à um dia, para mim pareceu-me um mês
Já te disse o que sentia agora é a tua vez
Deixa-me voar, quero sair daqui, quero estar noutro lugar
Queria ter-te só a ti
Em ti estou seguro, daqui não vou sair
Nem que atravesse o muro com o risco de cair
Não me largues mais, eu não te quero perder
Tens de voltar ao cais, que eu sem ti não sei viver
Já senti a planitude, não importa o que tinha feito
Eras a minha virtude, nunca foste o meu defeito
Digo-te o que sinto não pareces entender
É verdade eu não minto tenho mesmo que te ver
Leva-me contigo na palma da tua mão
Que eu já não consigo pisar mais este chão
Leva-me para longe, que eu não consigo andar
Quero estar contigo, o teu mundo é o meu lugar
Acabaram-se as palavras que saiam de ti
Estivesses onde estavas eu sentia-te em mim
Abraça-me uma vez e outra a seguir
Abraços ja são três, já te estou a sentir
Não te quero enganar, sentia-me tão bem
Quero-te olhar, eu sem ti não sou ninguém
Podes prender-me em ti, podes voltar a gostar
Diz-me o que é que fiz, que eu tento mudar
Não suporto ver-te assim sentes-te culpada
Ponho a culpa em mim acho que foste pressionada
Tenta perceber, não te sintas mal
Tenho que dizer que tudo em ti é especial
Uma página rasgada e arrancada pelo vento
Não penso em mais nada, não me sais do pensamento
Estás em todo lado, nas paredes e no mar
Não quero ficar parado, não te quero largar
Passa a noite e o dia, sem que os sinta passar
Tudo o que eu queria, era o tempo a parar
Ficava sozinho, talvez a pensar demais
Mas talvez é um caminho para atingir os meus ideais.
Duarte Rosado

Quando eu te falei em amor

Quando os meus olhos te tocaram
Eu senti que encontrara
A outra metade de mim
Tive medo de acordar
Como se vivesse um sonho
Que não pensei em realizar
E a força do desejo
Faz me chegar perto de ti
Quando eu te falei em amor
Tu sorriste para mim
E o mundo ficou bem melhor
Quando eu te falei em amor
Nós sentimos os dois
Que o amanha vem depois
E não no fim
Estas linhas que hoje escrevo
São do livro da memória
Do que eu sinto por ti
E tudo o que tu me dás
É parte da história que eu ainda não vivi
E a força do desejo
Faz me chegar perto de ti
Quando eu te falei em amor
Tu sorriste para mim
E o mundo ficou bem melhor
Quando eu te falei em amor
Nós sentimos os dois
Que o amanha vem depois e não no fim.
André Sardet

Anjo és

Anjo és tu, que esse poder
Jamais o teve a mulher,
Jamais o há-de ter em mim.
Anjo és, que me domina
Teu ser o meu ser sem fim;
Minha razão insolente
Ao teu capricho se inclina,
E minha alma forte, ardente,
Que nenhum jugo respeita,
Covardemente sujeita
Anda humilde a teu poder.
Anjo és tu, não és mulher.
Anjo és. Mas que anjo és tu?
Em tua fronte anuviada
Não vejo a c'roa nevada
Das alvas rosas do céu.
Em teu seio ardente e nu
Não vejo ondear o véu
Com que o sôfrego pudor
Vela os mistérios d'amor.
Teus olhos têm negra a cor,
Cor de noite sem estrelas;
A chama é vivaz e é bela,
Mas luz não tem. - Que anjo és tu?
Em nome de quem vieste?
Paz ou guerra me trouxeste
De Jeová ou Belzeu?
Não respondes - e em teus braços
Com frenéticos abraços
Me tens apertado, estreito!...
Isto que me cai no peito
Que foi?...Lágrima? - Escaldou-me...
Queima, abrasa, ulcera... Dou-me,
Dou-me a ti, anjo maldito,
Que este ardor que me devora
É já fogo de precito,
Fogo eterno, que em má hora
Trouxeste de lá...De donde?
Em que mistérios se esconde
Teu fatal, estranho ser!
Anjo és tu ou és mulher?
Almeida Garret

Friday, March 2, 2007

Dá-me lume

Chegaste com três vinténs
E o ar de quem não tem
Muito mais a perder
O vinho não era bom
A banda não tinha som
Mas tu fizeste a noite apetecer
Mandaste a minha solidão embora
Iluminaste o pavilhão da aurora
Com o teu passo inseguro e o paraíso no teu olhar
Eu fiquei louco por ti
Logo rejuvenesci
Não podia falhar
Dispondo a meu favor
Da eloquência do amor
Ali mesmo á mão de semear
Mostrei-te a oigem do bem e do reverso P
rovei-te que o que conta no universo
É esse passo inseguro e o paraíso no teu olhar
Dá-me lume, dá-me lume
Deixa o teu fogo envolver-se até a música acabar
Dá-me lume, não deixes o frio entrar
Faz os teus braços fechar-me as asas há tanto tempo a acenar
Eu tinha o espirito aberto
Ás vezes andei perto
Da essência do amor
Porém no meio dos colchões
No meio dos trambolhões
A situação era cada vez pior
Tu despertaste em mim um ser mais leve
E eu sei que essencialmente isso se deve
A esse passo inseguro e ao paraíso no teu olhar
Se eu fosse compositor
Compunha em teu louvor
Um hino triunfal
Se eu fosse critico de arte
Havia de declarar-te
Obra prima á escala mundial
Mas não passo de um homem vulgar
Que tem a sorte de saborear
Esse teu passo inseguro e o paraíso no teu olhar
Jorge Palma